agosto 28, 2008

Melhor teaser: Woody Allen ensina como é que se vende um filme.

agosto 27, 2008

Stella Maris, cantora, esposa de Dorival Caymmi, nome de bairro em Salvador, morreu. Como o bairro Stella Maris fica colado naqueloutro que ficou famoso graças ao marido da cantora Stella Maris, tenho o motivo que faltava para fazer a proposta que fiquei com vergonha de fazer antes.

Que Itapuã vire Dorival Caymmi. Nome de avenida é pouco.

< umbigotrip >

agosto 25, 2008

Há 23 anos, TA-DA!, nasci. Agradeço a meus pais, porque, sem eles, eu não seria. E foi depois de um aniversário que resolvi brincar de blog; amanhã faz cinco anos. Impressionante como nós mudamos, eu (comunista!) e meus interesses (Paulo Leminski!!!). Se tu também acha que escrevo ruim, saiba que já fui bem mais péssimo. Vamos ver onde estaremos daqui a mais um lustro. < /umbigotrip >

É por causa de posts assim que digo: Militrissa elevou o twitter e o microbloggin' ao status de arte.

agosto 24, 2008

Assistindo o jogo do Chelsea hoje, caí na besteira de mandar uma mensagem praquele QUIZ do Esporte Interativo, valendo um PS3. Ah, como sou besta. Foi ali que minha ruína começou. Pra quem não conhece, a parada funciona da seguinte maneira. Você manda um SMS com a palavra JOGO pra 49601 e a partir daí começa a responder pergunta atrás de pergunta sobre futebol. Ganha o PS3 quem acertar mais. O problema é que cada mensagem custa R$1,40, e o resultado só sai às 22h. De maneira que calculo já ter gastado mais de 60 reais e não agüento mais responder a perguntas do tipo "Roni e Magno Alves formaram ataque de qual clube carioca? (a) Botafogo (b) Vasco (c) Fluminense." Sim, eu sei, letra c. O que eu não sei é por que sempre caio nessas armadilhas.

Gênesis 22, segundo AMP

1 E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

2 E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

3 E disse Abraão: Porra, Deus...

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agosto 23, 2008

Eu moro numa cidade em que coisas como esta acontecem.

o concerto de João Gilberto em Salvador (IV)

agosto 17, 2008

Onde cria manchetes sobre os concertos de João Gilberto em São Paulo, aos quais não pôde ir, infelizmente.

Compra de ingressos vira tarefa inglória. Em São Paulo, onde aquisição só poderia ser feita pela internet e pelo telefone, ingressos se esgotam em uma hora e meia. "E isso porque o sistema caiu; se não, era questão de minutos", diz especialista.

Festa dos cambistas: para assistir concerto no Ibirapuera, japonês paga R$ 1.000.

No Rio, fila começa três dias antes (era boato) no dia anterior à abertura da bilheteria e dá volta no Teatro Municipal; 2.000 pessoas, de acordo com a PM. "Na década de 70, comprei um ingresso na frente do palco, mas por causa do problema na acústica do Canecão, ele decidiu não tocar. Depois, na década de 80, vim assistir a um show aqui no Municipal, mas ele não veio porque estava resfriado e não pôde ensaiar. Vi que a compra na internet e pelo telefone estava problemática. Queria correr risco zero de perder esse show", diz o aposentado Hequel da Cunha Osório, 66, que esperou quase 20 horas para poder comprar duas cadeiras na platéia, desembolsando R$ 700.

João Gilberto continua o mesmo: concerto do dia 14 só começa depois de atraso de mais de hora e meia.

João Gilberto não é mais aquele: som de windows sendo desligado escapa nos alto-falantes durante execução de Aos Pés da Cruz, mas João Gilberto não abandona palco, para alívio dos fãs.

Paz e amor: João Gilberto toca e elogia Chove Lá Fora ("Essa música é linda"), do "grande Tito Madi", com quem não fala há décadas porque um dia João Gilberto pegou o violão de Tito Madi emprestado e não quis mais devolver e quando Tito Madi foi lá pedir o violão de volta João Gilberto ficou ofendido e picou o violão na cabeça de Tito Madi, quebrando ambos: violão e cabeça de Tito Madi.

Segundo críticos, João Gilberto, 77, dá sinais de que aposentadoria é iminente. Versões de seis minutos de cada canção, com diversas variações sobre o mesmo tema, tornam-se coisa do passado. "João limitou-se a cantar somente uma vez a letra de cada música", diz blogueiro.

Viva o celular! Fãs desrespeitam normas, e vídeos do concerto do dia 14 já podem ser vistos no youtube (aqui e aqui, por exemplo).

Veja vídeo em que João Gilberto se desculpa pelo atraso e toca Aos Pés da Cruz e Chove Lá Fora, no concerto do dia 14 em São Paulo:

é doce morrer no mar

agosto 16, 2008

Tudo bem que o que Dorival Caymmi chamava de Bahia na década de 30 = Bahia de hoje/10. Mas apesar de a equação Bahia = Salvador + Recôncavo não corresponder à realidade já há algumas décadas, a verdade é que Bahia - (Dorival Caymmi + ACM) = Bahia/2.

Recentemente anunciaram a intenção de fazer com Caymmi o mesmo que fizeram com Vinicius, ou seja, botar tudo na internet. Tomara que cumpram a promessa o quanto antes.

agosto 13, 2008

Dez dicas para aproveitar melhor o OmegaT, uma ferramenta de memória de tradução que custa R$0.

minha vida também é uma pilha de livros não-lidos. quer dizer: não. minha vida é um blog.

agosto 09, 2008

O mundo, como vocês podem notar, não acabou ontem; mas Messias (cê sabe, Brincando de Deus, tal) lançou disco solo.

agosto 03, 2008

O show que Gnarls Barkley fez pra Bill Gates.

Começou o programa Mosaicos dedicado a João Gilberto na TV Cultura. Estou assistindo via megacubo e vou tentar fazer um livebloggin' aqui.

20h35 - Começou tocando Brasil Pandeiro. Agora um depoimento de Chico Buarque.

20h36 - Nara Leão diz que João Gilberto é a personalidade mais interessante que ela já conheceu; Jorge Mautner fala uma bobagem qualquer. Entrou uma narração (platitudes). Agora tá tocando Tim Tim Por Tim Tim.

20h38 - Ney Matogrosso fala que a afinação de João Gilberto chega até a incomodar. Sentido zero.

20h41 - O duro de gostar de João Gilberto é que você tem que levar Miúcha de brinde. Sempre.

20h43 - Quem é essa loira? Juliana o quê? É Luxo Só totalmente des-tru-í-da.

20h44 - A narração, de novo. Juliana continua agredindo meus ouvidos. Eu odeio esses arranjos modernosos, estilo Trama. Ah, a voz de João voltou agora, cantando Aos Pés da Cruz. Olha Orlando Silva aí!

20h46 - Orlando Silva diz: João Gilberto é meu irmão, né. Só que ele nasceu na Bahia, e eu, no Rio. Ele gosta muito de mim, eu sei.

20h47 - Outra desconhecida cantando mal, num arranjo modernoso. Isso devia ser proibido.

20h48 - Intervalo.

20h51 - Fim do intervalo. João cantando Eu Vim da Bahia, na Tupi, em 1978. Eu gosto muito dessa música, que certamente estará no repertório do show no TCA.

20h53 - Agora Gilberto Gil toca a mesma música e mostra por que a versão de João é superior à sua. Narração de novo.

20h54 - Opa, João Donato, cantando Minha Saudade, composição dele e de João Gilberto. Canta muito mal João Donato, mas é bem simpático. Pelo menos canta melhor do que essa anônima de agora.

20h55 - Depoimento de Alf, que infelizmente não canta. Clara Leão diz: Naquele tempo, não tinha nenhum baiano. Como assim? Ah, ela deve estar falando da turma dela.

20h56 - Carlos Lyra=chato e ressentido.

20h58 - Eu Sambo Mesmo na voz de Roberta Sá. Poderia ser legal se não tivesse vindo logo depois de João Gilberto cantando a mesma música. Como é difícil cantar depois de João Gilberto.

20h59 - Carlos Lyra diz que Bossa Nova é um espírito. Cala a boca, Lyra.

21h - Nara Leão cantando Preconceito. Excelente.

21h01 - Chega de Saudade pela enésima vez. Continua novo, incrível.

21h02 - AI MEU DEUS. Uma anônima (Daniela Procópio) acabando com Chega de Saudade.

21h03 - Gal Costa: Eu me considero hoje uma cantora moderna por causa de João Gilberto. Chico Buarque diz que começou a tocar violão e fazer música pra valer depois de ouvir Chega de Saudade. Intervalo.

21h04 - Já deu pra entender a estrutura do programa. Vão alternar depoimentos, uma narração e vídeos de João cantando canções de seu repertório, que serão seguidos por outros em que cantoras desconhecidas cantarão mal as mesmas músicas de maneira a esfregar o contraste em nossa cara.

21h07 - João e Tom tocando e cantando Corcovado. Depoimento de Tom.

21h10 - João cantando aquela introdução de Garota de Ipanema. Tem no youtube.

21h12 - Vídeo de João cantando Desafinado naquele show do Carnegie Hall em 62. Mais lenta que o usual. Nunca tinha ouvido assim.

21h13 - João cantando Estate. Italiano perfeito.

21h14 - Juliana não-sei-quem inutiliza Estate. Cadê o governo numa hora dessas?

21h15 - Miúcha: A gente foi pro México, passar 10, 15 dias, ficamos dois anos e meio.

21h15 - João e Bebel cantando Linda Flor. Tem no youtube também. Eita, lá não tem, mas eu tenho (depois eu boto lá e deixo o linque aqui). Pronto: táqui.

21h18 - Pra que Discutir com Madame. Depoimento de João: Eu gosto de boxe.

21h22 - Pior. Versão. De. Adeus. América. Possível. O que é isso? Reggae?

21h23 - Zuza Homem de Mello: João não é um gênio, mas sim um sujeito aplicadíssimo (deliberate practice?). Trechos de vídeos em que João, perfeccionista, ouvido absoluto, reclama de sons que nosotros não somos capazes de ouvir.

21h24 - Miúcha: Eu não conheço ninguém que trabalhe tanto quanto João. Ele fica tocando exaustivamente.

21h26 - João canta Rosa Morena e me lembra por que eu prefiro João-Caymmi a João-Tom Jobim.

21h28 - João cantando Bahia com H. Trechos de Brasil 81, que nunca assisti (ponham isso no youtube! puseram!). Nara Leão: Ele tinha manias de telefonemas noturnos. Começava meia-noite, terminava oito da manhã.

21h30 - Aquarela do Brasil. Cinco, seis compassos cantados sem respirar uma vez sequer.

21h32- Acabou. No geral foi bom. Repete sábado às 4 da matina.

Wall-E é um filme legal; não sei o que vocês viram de errado ali. Gostei muito daquela cena em que a voz de Satchmo entra, cantando La vie en rose. Também gostei bastante daquele filminho-bônus com o coelho e o mágico, que passa antes do filme começar.

agosto 02, 2008

E já que quebrei minha promessa de nunca mais mencionar a palavra Radiohead na internet (ninguém agüenta mais), aproveito para mostrar essa versão de 15 Steps. Duas palavras para defini-la: suprema, definitiva. Todo o vídeo é arte em estado puro, mas a coisa esquenta mesmo é a partir de 3:00. [via Luciano, único blog ainda desprovido de permalink e de rss em todo o universo]

Finalmente fizeram o favor de upar um vídeo decente desse cover do Radiohead que o Gnarls Barkley vem fazendo há um tempo já. Cee-Lo=novo Tim Maia.

julho 29, 2008

Janaína Leite revela como são feitas as salsichas.

Quando leio uma notícia n’O Globo, por exemplo, lembro que seus donos são sócios de Carlos Slim, o dono da Embratel. Também lembro que as Organizações fizeram negócios com a Telecom Itália e muito dinheiro sumiu nessa lambança, um dos assuntos que estava sendo visto pela Procuradoria de Milão naquele inquérito que corre lá na Itália. Aí eu recordo que o pessoal do Globo quer comprar O Estadão, que ninguém sabe quem quer vender, e é sócio da Folha de S.Paulo no “Valor Econômico”, jornal que sempre teve ótimas relações com a Telecom Itália. A Folha também é sócia da Portugal Telecom no UOL. A Portugal Telecom, por sua vez, tem como acionistas importantes a espanhola Telefônica, a mesma que manda na telefonia de São Paulo, que é dona do Terra, e que recentemente fez negócio com a Abril, editora que recebeu um aporte grande de um fundo estrangeiro. Esse negócio foi intermediado pelo Citigroup, acionista da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom, controladora do iG. Impossível esquecer que das duas empresas participam os fundos de pensão, os mesmos que teriam os caixas sangrados em R$ 730 milhões para favorecer partidos políticos, vide CPI dos Correios, e que teriam sido usados pelo governo para pressionar o Citi, segundo e-mails trocados entre gente graúda do banco, contidos num processo que era movido em Nova York e que, hoje, não tenho a menor idéia de que fim deu. Óbvio que não é só o Citi, todos os bancos têm relações próximas com os veículos de comunicação, bem como com os sindicatos e movimentos sociais _ Bradesco, Unibanco, Itaú... os banqueiros têm seus preferidos. E o Banco do Brasil, claro, esse um capítulo per si. Ah, e as agências de propaganda, e o pedágio dos grandes negócios, as empreiteiras, os financiadores de campanha, as brigas e vaidades nos bastidores dos negócios e do jornalismo.

The Paris Review publica uma peça memorialística de Paula Fox, autora de Desesperados (grande livro). Não bastasse isso, há ainda seis poemas de Charles Wright, dois dos quais podem ser lidos grátis.

julho 28, 2008

A NYer traz um conto (excelente) de Roberto Bolaño, chamado Clara (vlw, torito—e este ano não pode terminar sem que eu tenha lido Os Detetives Selvagens; me lembre disso por favor, sim?), onde se podem ler as seguintes palavras: And if you don’t aspire to anything, how can you be frustrated?, as quais me fizeram lembrar estas outras, da lavra de Marcelo Rota: Sabe quando você quer muito uma coisa, uma homenagem, uma mulher ou um emprego, mas é covarde o bastante para não tentar porque se tentar pode não conseguir e, oh, isto seria horrível e muito pior do que não conseguir porque nem tentou? Ora, é óbvio, por mais que o clichê moral diga o contrário, que é melhor fracassar por preguiça do que com trabalho.

julho 26, 2008

Uma palestra conferência pública, em tom quase familiar, com Randall Munroe, o cara por trás do xkcd.com.

julho 24, 2008

O Direito Administrativo, segundo Andreis Passarinho.

Quando perguntado quem ele é, o Direito Administrativo responde (em alemão):

-Eu sou o conjunto de normas e princípios que, visando sempre ao interesse público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e órgãos do Estado e entre este e as coletividades a que devem servir!

Massa como o conto (sim, é um conto; e eu acho que valia a pena tentar terminar) se mantém fiel ao tema na medida em que também não faz muito sentido durante a maior parte do tempo.

Irvine Welsh fala sobre a experiência de escrever Trainspotting, que não li (também não vi o filme―e, sim, tenho um certo orgulho disso).

o sonho que tive essa noite

julho 23, 2008

Depois de escrever e publicar um post qualquer, fechei o firefox, sem clicar em logout para sair da plataforma do movabletype onde este blog é gerido, e desliguei o computador. Tenho mesmo o costume de fazer isso, porque toda vez que eu fecho o firefox, ele me pergunta se eu quero apagar "os dados pessoais" (cookies, cache, histórico etc.), e eu sempre apago.

Dessa vez, no sonho, entretanto, de alguma maneira, não funcionou; e quando abri este blog mais tarde, havia uma daquelas pequenas biografias de grandes brasileiros/compositores/escritores/estrangeiros/etc. que Ruy Goiaba escreve (não lembro quem era o biografado), um post que terminava (isso eu lembro) com um conselho para que eu tivesse mais cautela quando saísse do movabletype. O que diria José?

Era assim que um de nossos antepassados descrevia sua experiência com um computador nos idos de 1982:

When I sit down to write a letter or start the first draft of an article, I simply type on the keyboard and the words appear on the screen. For six months, I found it awkward to compose first drafts on the computer. Now I can hardly do it any other way. It is faster to type this way than with a normal typewriter, because you don't need to stop at the end of the line for a carriage return (the computer automatically "wraps" the words onto the next line when you reach the right-hand margin), and you never come to the end of the page, because the material on the screen keeps sliding up to make room for each new line. It is also more satisfying to the soul, because each maimed and misconceived passage can be made to vanish instantly, by the word or by the paragraph, leaving a pristine green field on which to make the next attempt.

F. W. Taylor (1856-1915), padroeiro das atendentes de telemarketing

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"In the past the man has been first; in the future the system must be first."

julho 21, 2008

Perguntaram a Christopher Hitchens se ele aceitaria se submeter ao tal do waterboarding, que, segundo o saber enciclopédico, consiste na seguinte seqüência de ações: "a pessoa é deitada de costas e imobilizada, com a cabeça inclinada para trás, e água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias". Hitchens aceitou e depois escreveu a respeito.

You may have read by now the official lie about this treatment, which is that it “simulates” the feeling of drowning. This is not the case. You feel that you are drowning because you are drowning—or, rather, being drowned, albeit slowly and under controlled conditions and at the mercy (or otherwise) of those who are applying the pressure. The “board” is the instrument, not the method. You are not being boarded. You are being watered. This was very rapidly brought home to me when, on top of the hood, which still admitted a few flashes of random and worrying strobe light to my vision, three layers of enveloping towel were added. In this pregnant darkness, head downward, I waited for a while until I abruptly felt a slow cascade of water going up my nose. Determined to resist if only for the honor of my navy ancestors who had so often been in peril on the sea, I held my breath for a while and then had to exhale and—as you might expect—inhale in turn. The inhalation brought the damp cloths tight against my nostrils, as if a huge, wet paw had been suddenly and annihilatingly clamped over my face. Unable to determine whether I was breathing in or out, and flooded more with sheer panic than with mere water, I triggered the pre-arranged signal and felt the unbelievable relief of being pulled upright and having the soaking and stifling layers pulled off me. I find I don’t want to tell you how little time I lasted.

Um vídeo da coisa está aqui.

meditem ok

julho 19, 2008

Gabi foi assistir Nome Próprio,

de Murilo Salles, com a Leandra Leal, um filme chato sobre gente alternativa-descolada da rua Augusta. Mas foi bom porque a gente riu bastante, afinal nós estávamos ali no Unibanco da Augusta assistindo um filme sobre os pós-adolescentes da Augusta, e a protagonista do filme é mala e deprê do tipo que dá vontade de bater, e fica pelada o filme inteiro, e não trabalha nunca, e dá pra todo mundo indiscriminadamente, e inclusive vomita na câmera durante uma cena, em repetidas golfadas que é para não restar nenhuma dúvida de que ela está ali expelindo coisa. Se eu tivesse um filho daquele jeito Augusta, eu não sei, não.

O filme seria bom se a protagonista, que se diz escritora, tivesse talento literário, mas somos obrigados a agüentar versos clichês como "Eu sofro de nada e de ninguém". Aliás, fiquei constrangida com o fato de ser blogueira, pois a história é inspirada na vida de uma blogueira chamada Clarah Averbuck.

Ou seja, jamais assistirei. E ser blogueiro é mesmo constrangedor porque o Marquito também tem. A melhor frase do post, todavia, é esta:

Ai, gente, vai pagar as contas e sair pra trabalhar antes do sol nascer, vai.

Victor Fasano entendeu a internet

E só se fala no @vitorfasano. Entrevistaram o homenageado e a homenagem aqui. Se você não presta atenção, fica difícil identificar o original.

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E esse bigode? É fake? É original?

Seja como for, diga o que quiser: só não diga que o Excelentíssimo Senhor Secretário Especial de Promoção e Defesa dos Animais do Município do Rio de Janeiro-RJ não entendeu a internet:

FOLHA - Você pretende processá-lo?

FASANO - Você sabe muito bem que a nossa legislação é muito falha em relação à internet. Não existe uma legislação específica. Então, o que adianta eu processar e não dar em nada, eu perder meu tempo? A gente sabe que é tudo improvável, porque não existe legislação.

FOLHA - Corre-se o risco de acontecer algo como no caso da Daniella Cicarelli, quando bloquearam o YouTube inteiro.

FASANO - Bloquearam o YouTube, mas apareceu na TV, em outros sites. A internet é tão poderosa que você não a controla. Como eu sei disso, não vou me preocupar, senão vou ficar doente. Só vou fingir que não está acontecendo. As pessoas cultas sabem que isso é passível de ser falso. E é o que está acontecendo, é falso. Agora, como eu interrompo isso se a legislação não prevê que eu consiga interromper? A própria internet é mais forte do que qualquer legislação que venha a existir. Sempre existirá uma brecha na internet. Alguém copia e passa adiante, e isso vira uma montanha de neve que você não controla.

julho 18, 2008

Protele com elegância. Protele com Instapaper. [vlw, celroamtrao]

Nikko Bushidô, quem é você?

Depois de Pietro Nassetti, é a vez de Nikko Bushidô:

[...] Arte da Guerra: Os Treze Capítulos Originais, lançada em tradução e adaptação de Nikko Bushidô, é um embuste desde o frontispício até o último capítulo. O livro, de 2006, traz na capa três afirmações bombásticas: "Tradução do chinês", "Campeão de vendas", "Edição completa". Eis uma mentira: "Tradução do chinês". A versão Jardim dos Livros é tradução do chinês feita através da língua de Camões mesmo.

Nikko Bushidô promoveu um mega-arrastão nas versões brasileiras de Sunzi Bingfa. Simplesmente surrupiou a produção intelectual de José Sanz (Record, 1983), Mirian Paglia Costa e Caio Fernando Abreu (Cultura, 1994), Sueli Barros Cassal (L&PM, 2000) e Ana Aguiar Cotrim (Martins Fontes, 2002). Não contente, Bushidô arrebanhou também o prodigioso editor Martin Claret e seu prestativo colaborador Pietro Nassetti, tradutor de grandes habilidades, como se verá adiante. E mais: reproduziu até o erro de atribuir a Sunzi uma frase de Santo Agostinho - "O objetivo das guerras é a paz" -, numa demonstração prática da técnica Lavoisier de tradução.

Tentou-se falar com o editor Claudio Varela para ouvir sua versão dos fatos e, principalmente, indagar-lhe se Nikko Bushidô seria uma pessoa, uma instituição ou um ectoplasma. Em vão.